quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Chora quando conhece o mundo, separada do ventre da mãe.
Descobre a vida, mas não entende a sua chegada.
Brinca, anda, corre e assim encanta seus pais.
Faz travessuras ingenuamente sem perceber suas ações.
Ouve sermões e soluça em sinal de sensibilidade.
Desentende-se com os colegas e logo esquece as brigas.
Vê a vida sem saber criticá-la,
mas seu coração já sente um pouco de angústia.
Observa atentamente a conversa dos adultos e
facilmente consegue imitá-los.
Tantas vezes procura brincar com seus pais e
não tem resposta.
Gosta de carinho e precisa de proteção.
Crianças.
Tantas sofrem com a fome e a violência.
Tantas ajudam suas famílias a sobreviverem.
Tantas sonham com um pouco de paz,
mas todas carregam consigo a inocência.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
sorriso de anjo, verdade no olhar
doçura e carinho que são tão raros
encheu de encanto a me fascinar
Cabelos dourados um raio de sol
jogados aos ombros um riso faceiro
te vejo menina, como um arrrebol
vibrando na vida correndo ligeiro
Saudade de ti todo dia a sorrir
palavras doces o olhar a brilhar
caminho da escola busca o porvir
Luta insistente sonho a vingar
jardim floresce e a flor a florir
Carinha de anjo que só sabe amar!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Minha boneca de pano
Mistura de chita e cetim
Minha boneca de pano
É um pedaço de mim ...
Minha boneca de pano
De olhos cativantes e bochechas carmim
De humildade e bondade sem fim ...
Minha boneca de pano
Tem cheiro de lavanda e jasmim
É o meu lado mais doce
De infinita ternura , assim ...
Minha boneca de pano
Mistura de chita e cetim
Luz que clareia o céu
Da noite que há em mim ...
segunda-feira, 22 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Por onde brincava
a menina deixava lembranças
Cinzas borravam o chão
marcas de infindas pisaduras
em longas andanças
Cantorias eram entoadas
ao redor da fogueira ardente
em noite de céu reluzente
Onde perdeu Carolina a candura de menina?
Vôou para além da colina
que cercava a pequena casa de Carolina
onde matava a sede o cavalo "Diacho"
Um velho Carvalho cobria com sombra altiva
A menina embalava a boneca enrolada no pano
Embalava a boneca
Embalava o pano
Embalava sonhos...
Foto:Rogério Sant´ana
Baque Sinhá
